
Como lidar com as amplas propostas de reforma do REACH da UE na indústria química
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Introdução
Em um avanço importante para a regulação química da União Europeia, a Comissão Europeia apresentou sua aguardada proposta de revisão do Regulamento de Registro, Avaliação, Autorização e Restrição de Produtos Químicos (REACH) . Esta reforma do REACH da UE , ainda uma proposta, foi apresentada em uma reunião recente do CARACAL, principal fórum consultivo da legislação química da UE, marcando a primeira reforma abrangente do REACH em quase duas décadas.
O que inclui a proposta de reforma do REACH da UE?
A revisão busca corrigir deficiências estruturais do sistema e alinhar a gestão química da UE à sustentabilidade, à digitalização das cadeias de fornecimento e ao reforço da fiscalização. Porém, representantes da indústria alertam que os desafios práticos e os custos podem superar os benefícios pretendidos.
Principais mudanças no REACH da UE
Todos os registros REACH terão validade de 10 anos. As empresas deverão atualizar os dossiês proativamente, sob risco de revogação dos números de registro pela ECHA.
A notificação de polímeros torna-se obrigatória: empresas que importem ou produzam mais de 1 tonelada/ano deverão notificar e, conforme a classificação de perigo, realizar o registro completo.
- As atualizações obrigatórias dos dossiês incluem:
Inclusão da substância como SVHC (substância que suscita elevada preocupação)
Registros de 1–10 toneladas com dados mínimos devem atender integralmente ao Anexo VII
Propõe-se remover os Anexos III e XIII e atualizar os Anexos I, VI–X e XI
Propõem-se o Passaporte Digital do Produto (DPP) e a ficha de dados de segurança eletrônica (e-SDS) para simplificar a troca de informações.
Reações da indústria à reforma do REACH da UE
Embora reguladores da UE descrevam as reformas propostas como um passo rumo a um “marco químico simples e modernizado”, a indústria demonstra preocupação. Associações argumentam que a validade de 10 anos, o registro de polímeros e a infraestrutura digital de conformidade podem impor custos excessivos, encargos tecnológicos e novas barreiras comerciais.
O que vem a seguir?
A proposta entrou em consulta pública até 25 de abril de 2025. Os textos legislativos finais devem ser publicados até o fim de 2025, mas a implementação pode se estender muito além, conforme o retorno recebido e as negociações políticas.
Recomenda-se às empresas:
Acompanhar os acontecimentos e preparar cenários de conformidade
Participar das consultas públicas para expor preocupações ou sugerir melhorias
Sobre o CARACAL
As Autoridades Competentes para REACH e CLP (CARACAL) são o principal órgão consultivo da UE para legislação química. Como plataforma que molda tendências legislativas futuras, as discussões do CARACAL frequentemente antecipam mudanças regulatórias.
Considerações finais
A proposta de reforma do REACH marca uma virada na regulação química europeia. Embora a intenção de modernizar e harmonizar seja clara, a distância entre a ambição política e a realidade industrial permanece um grande obstáculo.
A política química da UE, um dos ambientes regulatórios mais complexos do mundo, continua evoluindo. Empresas informadas, proativas e preparadas digitalmente estarão melhor posicionadas para a próxima etapa da conformidade REACH.
